Agildo Rodrigues do Nascimento, 2025 – Mestrado em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades, Universidade de São Paulo
No decorrer da história brasileira, o Estado não promoveu suficientemente políticas públicas que rompessem barreiras de cunho arquitetônicos, comunicacionais e atitudinais que favorecessem o acesso de pessoas com deficiência aos diversos bens e lugares sociais, incluindo o acesso à cultura. Este estudo parte da premissa de que possibilitar a cultura, sobretudo a museal, às pessoas surdas é uma efetiva ação de inclusão e de promoção de direitos, da qual decorre a seguinte pergunta: que transformações se processam no conceito de acessibilidade do Museu Afro Brasil Emanoel Araújo às pessoas com deficiências? A pesquisa busca responder a esta pergunta e também compreender a inclusão do deficiente auditivo na sala de aula do ensino regular, no meio social e na própria família, por meio de estudos teóricos e de pesquisa de campo, em especial da aplicação de questionários a estudantes surdos e profissionais de uma escola municipal de São Paulo, acompanhados pelo pesquisador em seu cotidiano escolar, bem como, em uma visita ao Museu Afro Brasil. Fundamentando-se em autores relevantes para uma abordagem interseccional da questão da deficiência, a dissertação percorre um pouco do processo histórico de inclusão das pessoas surdas por meio da Legislação Brasileira, e apresenta as estratégias de acessibilidade que o Museu disponibiliza ao público surdo durante as visitas guiadas, refletindo sobre os seus resultados.
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