Entrevista realizada por Laura Marandino Diaz com Magno Rodrigues Faria, em 4 de junho de 2024, na biblioteca da Acaia, em São Paulo, como parte das atividades da disciplina de graduação História do Ensino da Arte no Brasil: trajetória política e conceitual e questões contemporâneas, ministrada pela Profa. Dra. Sumaya Mattar no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

A disciplina trabalha com a Metodologia da História Oral como estratégia de criação de fontes primárias sobre vida, arte e educação em uma perspectiva não hegemônica. Os estudantes realizam entrevistas com pessoas cujas experiências têm interesse em conhecer, buscando registrar e valorizar trajetórias, memórias e saberes que contribuam para ampliar as narrativas sobre a arte, a educação e a sociedade.

Nascido e criado em Guaianases, na zona leste de São Paulo, Magno Rodrigues Faria narra uma trajetória que passa pela formação técnica em eletrônica e pela posterior escolha da Pedagogia na Universidade de São Paulo. Ao recordar esse percurso, associa sua entrada na educação à percepção das injustiças e à vontade de agir sobre elas, compreendendo a raiva como sentimento capaz de produzir movimento e reflexão.

A oralidade e a contação de histórias constituem um dos eixos centrais da entrevista. Magno discute os causos familiares, a memória, a imaginação e as estratégias que desenvolveu no trabalho educativo, refletindo sobre como histórias circulam, são reelaboradas e produzem conhecimento. Sua fala aproxima educação, escuta, narrativa e experiência, evidenciando a potência da palavra compartilhada e dos saberes construídos nas relações cotidianas.

Palavras-chave: História Oral, educação, oralidade, contação de histórias, Guaianases, Pedagogia, memória, narrativa, saberes populares, formação.