Entrevista realizada por Silvana Carrera Fogaccia com Dione Aparecida Evangelista Maia Fonseca, em 6 de junho de 2024, na EMEI João Mendonça Falcão, em São Paulo, como parte das atividades da disciplina de graduação História do Ensino da Arte no Brasil: trajetória política e conceitual e questões contemporâneas, ministrada pela Profa. Dra. Sumaya Mattar no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

A disciplina trabalha com a Metodologia da História Oral como estratégia de criação de fontes primárias sobre vida, arte e educação em uma perspectiva não hegemônica. Os estudantes realizam entrevistas com pessoas cujas experiências têm interesse em conhecer, buscando registrar e valorizar trajetórias, memórias e saberes que contribuam para ampliar as narrativas sobre a arte, a educação e a sociedade.

Dione Aparecida Evangelista Maia Fonseca relata sua formação como professora e as experiências que transformaram sua compreensão da educação. Ao recordar a infância em uma região vulnerável e a formação no CEFAM, destaca o papel de professores críticos e a descoberta da docência como escolha atravessada por responsabilidade social e política, para além do afeto pelas crianças.

Sua entrada no serviço público e o trabalho em um CEU na zona sul de São Paulo constituem momentos decisivos de aprendizagem com a comunidade e com as crianças. Desde 2016 na EMEI João Mendonça Falcão, Dione reflete sobre práticas pedagógicas, escuta, protagonismo infantil e transformação recíproca entre professora e estudantes. Seu testemunho apresenta a escola pública como espaço de formação, compromisso social, memória e construção coletiva de experiências.

Palavras-chave: História Oral, educação infantil, escola pública, docência, formação de professores, infância, CEU, memória, prática pedagógica, protagonismo infantil.