Vídeo composto por duas entrevistas realizadas por Tiago Celano de Souza Amaral como parte das atividades da disciplina de graduação História do Ensino da Arte no Brasil: trajetória política e conceitual e questões contemporâneas, ministrada pela Profa. Dra. Sumaya Mattar no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. A disciplina trabalha com a Metodologia da História Oral como estratégia de criação de fontes primárias sobre vida, arte e educação em uma perspectiva não hegemônica. Os estudantes realizam entrevistas com pessoas cujas experiências têm interesse em conhecer, buscando registrar e valorizar trajetórias, memórias e saberes que contribuam para ampliar as narrativas sobre a arte, a educação e a sociedade.
Parte 1 – Entrevista com Marisa Lewandofsky Castanheira e Adriano Beata Castanheira, realizada em 24 de maio de 2024, em São Paulo.
Os entrevistados constroem, a partir das perspectivas de esposa e filho, um retrato afetivo de Magnus. A conversa se inicia com a leitura de poemas e se desenvolve em torno das lembranças familiares, da convivência cotidiana, das características de sua personalidade e das relações que estabeleceu ao longo da vida. Marisa recorda uma união de décadas marcada por parceria e amizade, enquanto Adriano revisita a experiência de ser filho e leitor da produção do pai. A poesia funciona como fio condutor para pensar memória, criação e legado. As leituras e comentários permitem aproximar a obra de Magnus de experiências de infância, família, afetos e perdas, mostrando como seus escritos continuam produzindo sentidos para aqueles que conviveram com ele. A entrevista evidencia a preservação da memória não apenas como guarda de documentos e obras, mas como prática viva de leitura, conversa e transmissão entre gerações.
Parte 2 – Entrevista com Renata Maria Castanheira Celano, realizada em 31 de maio de 2024, em São Paulo.
Renata recorda a relação próxima com o tio Magnus, figura que associa à infância, à fotografia, ao desenho, à poesia e à própria formação artística. Ao reconstruir momentos de convivência, admiração e também de tensão, apresenta Magnus como uma presença importante na vida familiar e em seu percurso, inclusive em sua relação com a música e com diferentes formas de criação. A entrevista dedica especial atenção aos processos de preservação e reinvenção da memória. Renata comenta o trabalho de musicar poemas de Magnus, a vontade de organizar acervos familiares e a ideia de Sankofa como imagem para olhar o passado, agir no presente e construir o futuro. A memória artística da família aparece, assim, como herança que não permanece estática: ela é retomada, transformada e transmitida por novas práticas e por novas gerações.
Palavras-chave: História Oral, Magnus, memória, música, poesia, fotografia, família, Sankofa, legado, acervo.