Entrevista realizada por Gustavo de Oliveira e Leticia Bruni com Valdir Flores Teixeira, em 28 de maio de 2024, no Ateliê de Gravura do Departamento de Artes Visuais da ECA-USP, como parte das atividades da disciplina de graduação História do Ensino da Arte no Brasil: trajetória política e conceitual e questões contemporâneas, ministrada pela Profa. Dra. Sumaya Mattar no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
A disciplina trabalha com a Metodologia da História Oral como estratégia de criação de fontes primárias sobre vida, arte e educação em uma perspectiva não hegemônica. Os estudantes realizam entrevistas com pessoas cujas experiências têm interesse em conhecer, buscando registrar e valorizar trajetórias, memórias e saberes que contribuam para ampliar as narrativas sobre a arte, a educação e a sociedade.
Valdir Flores Teixeira narra sua formação como técnico e impressor de gravura, iniciada ainda jovem no Ateliê Ymagos, em Pinheiros. A partir do trabalho como ajudante, aprendeu os processos da litografia e, posteriormente, da gravura em metal, acompanhando artistas e conhecendo de perto a organização coletiva de um ateliê profissional. Sua trajetória registra também mudanças no mercado da gravura e transformações nos modos de produção.
A experiência no Sesc Pompeia, ao lado de Evandro Carlos Jardim, ampliou seu contato com o ensino e com o trabalho coletivo em ateliê. Mais tarde, Valdir passou a atuar na Universidade de São Paulo, auxiliando professores e estudantes no Ateliê de Gravura. Ao comentar técnicas, materiais, impressão e aprendizagem, apresenta o conhecimento da gravura como um saber construído pela prática, pela convivência e pela transmissão entre artistas, técnicos, professores e alunos.
Palavras-chave: História Oral, gravura, litografia, gravura em metal, impressão, ateliê, Sesc Pompeia, ECA-USP, ensino de arte, saber técnico.