Responsáveis: Profª. Drª. Clarissa Lopes Suzuki e Profª. Drª. Sumaya Mattar

Objetivos:

A disciplina pretende oferecer um espaço de reflexão, pesquisa, experimentação e criação a partir de projetos de educação antirracista, sustentados por epistemologias afro-brasileiras e indígenas que fazem frente aos desafios contemporâneos da educação das artes, seguindo o lastro do pensamento de autoras/es latino-americanas/os e assumindo como perspectiva teórica e metodológica as perspectivas contra coloniais que são todas aquelas que pretendem fraturar a colonialidade impregnada nos imaginários, corpos, relações, ou seja, a partir de aproximações descolonizadoras, decoloniais, antirracistas, feministas, latino-americanas, terceiro mundistas, autônomas, críticas e libertadoras.

Justificativa:

Fundamentar-se pela diversidade epistêmica é um importante ponto de partida e de combate, principalmente em um contexto histórico de monoculturalidade – lógica da colonialidade – e racismo estrutural, que há séculos sustenta os currículos escolares e as universidades ocidentais, desde a ocupação dos espaços e cargos de poder às ementas dos cursos. Assim cabe contextualizar que a nossa proposta de curso vem ao encontro de contribuir na formação plural dos que desejam assumir projetos antirracistas na educação das artes, por meio das confluências possíveis com aquelas/es que são historicamente subalternizadas/os pela ideologia dominante, que invisibiliza o que não é espelho da existência branco-ocidental, cristã, masculina, cisgênera e das elites. Em relação às políticas públicas antirracistas para a educação, podemos citar a lei 11.645/08, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e incluiu no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, uma política pública impulsionada pelos movimentos negros e indígenas, desde a década de 1970, e, contribuir com a sua implementação por meio da formação é, também, um dos propósitos deste curso.

Conteúdo:

Promover discussão sobre diversidade epistemológica e perspectivas contra coloniais em contextos educacionais.

– Provocar a reflexão sobre a urgência de projetos antirracistas no campo da educação das artes.

Estimular investigações e reflexões das/dos participantes no que se refere às suas próprias trajetórias de vida, memórias familiares, atuação profissional e aos cruzamentos, em cada um destes contextos, com aspectos culturais ou históricos afro-brasileiros e/ou indígenas.

Fomentar a produção de diferentes modos de registros de estudos, afetos e/ou reflexões de cada participante, a partir dos assuntos destacados considerando diferentes possibilidades de mídias e gênero de escrita.

Propiciar aproximações com experiências e conhecimentos de mestres, educadores e artistas, que contribuirão com a disciplina por meio de suas aulas e trajetórias.

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