“Matizes: diversidades na roda da arte educação” visa promover a reflexão sobre temáticas étnico-raciais, diversidades e interseccionalidades na arte/educação, sob uma perspectiva decolonial.

Organizado por estudantes de licenciatura em Artes Visuais da ECA/USP, sob a coordenação geral da Profa. Dra. Sumaya Mattar, o projeto promove rodas de conversa, oficinas e ações artístico-educativas com educadores, artistas e pesquisadores. 

Dentre os convidados já recebidos pelo Matizes estão: Marcelo D’Salete, Claudinei Roberto da Silva, Amanda Carneiro, Glaucea Helena de Britto e Chibueze Brito Obi. As gravações das conversas realizadas em formato online durante a pandemia de Covid-19 estão disponíveis no canal do Youtube “Matizes Projeto” e no Portal GMEPAE.

Em 2022, o projeto se tornou um projeto de extensão e passou a contar com a participação de bolsistas do Programa Unificado de Bolsas da USP (PUB).

Canal no youtube: https://www.youtube.com/channel/UC-IhKXx7C1GUNO7FvhDXXLA

Coordenação geral: Sumaya Mattar.

Coordenação de produção: Leandro de Oliva Costa Penha (agosto de 2021 a agosto de 2022)

Colaboração durante estágio pós-doutoral: Priscila Leonel (de agosto de 2022 a março de 2023)

Bolsistas PUB (a partir de 2025): Raquel de Souza Oliveira, Raíssa Silva Borges.

Bolsistas PUB (2024-2025): Alicia Rafaela Almeida Magalhães, Nelbert Henrique Araujo, Vinicius Massakazu Okamura.

Bolsistas PUB (2023-2024): Alicia Rafaela Almeida Magalhães, Beatriz Camargo Martins, Thiago de Jesus Correa.

Bolsistas PUB (2022-2023): Gabriel Ussami Gomez, Iago Cerqueira dos Santos e Thiago de Jesus Correa.

2026 – 1o. semestre

Oficina de Adesivos

29 de Abril de 2026

Em um cenário de greve, o Projeto Matizes decidiu realizar uma oficina de adesivos na sala C9 do Departamento de Artes Plásticas. A decisão foi tomada e a ideia trabalhada após algumas reuniões, principalmente online, entre os integrantes e muitas conversas sobre o contexto em que a Universidade se encontrava. Ao tentar planejar algo simples, de fácil execução mas com potencial político, o grupo optou pelos ensino da confecção de adesivos com plástico Contact. A partir de várias referências trazidas anteriormente pelos integrantes e de alguns esboços escritos, foi feito um planejamento concreto e então executado após breves divulgações via WhatsApp.

Fonte: Jeremy Pinheiro

Coordenação: Sumaya Mattar, Gabriel Ussami 

Mediação: Raquel Oliveira e Jeremy Pinheiro

Trabalho Técnicos: Raquel Oliveira e Jeremy Pinheiro

Oficina de Zines – Semana de Recepção ECA

25 de fevereiro de 2026.

Convidados: Com-arte – Editora-Laboratório do Curso de Editoração

Buscando adicionar ao calendário da Semana de Recepção do Departamento de Artes, foi decidido organizar uma oficina de confecção de Zines, com o objetivo de apresentar o coletivo para os ingressantes do curso e encorajar conexões entre eles. A atividade foi realizada em um único encontro, na sala C9 do prédio do Departamento, decisão feita para podermos acomodar o número elevado de participantes, além de apresentar para es noves alunes de Artes um dos vários ateliês que iriam utilizar futuramente.

Por meio de uma indicação e intermediação por parte de uma das representantes do curso de Artes, Tainá Delfino, o grupo Com-Arte, do curso de Editoração da ECA, foi indicado como colaborador para a elaboração e realização da oficina. Sendo assim, junto de estudantes de Artes, integrantes da Editoração também estiveram presentes. 

A proposta foi levada além de simplesmente ensinar como se confecciona uma Zine. Juntamente da apresentação teórica-histórica, foram circulados diversos exemplos táteis de obras, e foi feita uma provocação que deveria ser utilizada como ponto de partida para as criações:  “O que te trouxe até aqui? Qual caminho você percorreu e quais memórias te moldaram?”. A provocação buscava estabelecer um ponto de partida comum a todes e um auxílio para a elaboração de ideias, mas principalmente conectar a oficina aos estudos do Matizes. 

Fonte: Maria Luiza Bueno do Nascimento

Coordenação: Sumaya Mattar, Gabriel Ussami 

Mediação: Raquel Oliveira e Jeremy Pinheiro

Trabalho Técnicos: Raquel Oliveira e Jeremy Pinheiro

Colaboração: Com-Arte

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2025 – 2o. semestre

Durante o segundo semestre de 2025, o coletivo passou por um momento de renovação, que levou a um foco maior em um trabalho interno, quando novos membros foram recebidos. Sendo assim, o semestre foi tomado como uma ocasião para olhar para trás e refletir sobre o Matizes e seus objetivos, para então poder seguir. O novo ciclo inaugurado volta-se para o estudo da memória, suas particularidades, sua preservação e sua presença na arte.

Fonte: Wikipedia

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2025 – 1o. semestre

Matizes Convida: O que cabe num caderno? Uma conversa sobre as possibilidades criativas de um caderno

15 de Agosto de 2025

A proposta era finalizar a temática do caderno, bastante explorada e debatida nos encontros anteriores, mas, desta vez, expandindo horizontes. Ao invés de apenas produzir novos cadernos ou observar os de outres estudantes, o grupo buscou propor uma ampliação da ideia de registro e de suporte. O convite foi olhar para os cadernos do próprio público, compreendendo como cada pessoa organiza seus pensamentos, desenhos e outras formas de registrar o cotidiano.

Matizes Convida: E depois da dobra: processos de uma oficina de encadernação na Biblioteca Anne Frank

28 de Março de 2025

Essa edição de Matizes Convida foi um encontro realizado no CAP, em que Thiago de Jesus Correa, ex-bolsista do Matizes, compartilhou seu TCC em conjunto com Pamella Croda, sobre diferentes tipos de encadernação artesanal. A atividade dialogou com a oficina anterior, mantendo presente a reflexão sobre a artesania. Es participantes puderam conhecer diferentes tipos de cadernos e suportes, ampliando percepções sobre registros, bordado, costura e maneiras de preparar e ministrar aulas sobre o tema para públicos diversos.

Oficina de Encadernação – Semana de Recepção da ECA

25 de Fevereiro de 2025

A oficina de encadernação trata-se de uma ação clássica do cronograma da semana de recepção do CAP. Ela consiste em um primeiro encontro com es caloures, no qual, em diálogo com es veteranes, o grupo apresentou a história do projeto, explicou como funciona o curso de licenciatura e mostrou a sala B3, espaço em que terão aulas futuramente. A organização da oficina envolveu um estudo prévio de possíveis tipos de costura e formatos de cadernos artesanais. A sala foi organizada em formato de “U”, com o objetivo de estruturar espaço de modo que es estudantes pudessem trabalhar em conjunto, se apoiar nas etapas em que encontrassem mais dificuldades e, assim, formar seus primeiros laços.

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2024 – 2o. semestre

Oficina de Colagem têxtil – produção de relicários têxteis no museu Bunkyo

06 de dezembro de 2024.

Es integrantes do grupo sentiam a importância de realizar uma ação em um espaço artístico fora da universidade, e o convite feito pelo Museu da Imigração Japonesa se apresentou como uma excelente oportunidade para isso. Considerando que o têxtil já vinha sendo estudado ao longo do ano, o coletivo optou por uma oficina que articulasse a costura com temas trabalhados em encontros anteriores, como memória, afetividade, narrativas e vivências.

A proposta consistiu na criação de um relicário têxtil, em que o público foi convidade a levar uma imagem que representasse uma história pessoal ou familiar. Após a apresentação de um ponto básico de bordado, es participantes tiveram autonomia para criar composições e experimentações livres com os diversos materiais disponibilizados. Ao final, todes compartilharam seus trabalhos e conversaram sobre a experiência em uma roda de conversa.

Oficina de Cianotipia – Revelando histórias 

01 de novembro de 2024.

A oficina de cianotipia “O que se esconde e o que se revela” foi a última do ciclo de cianotipia e também a última realizada no CAP em 2024. A atividade foi ministrada por graduandes do Instituto de Artes da UNESP que, além de pesquisarem técnicas de fotografia alternativas, desenvolviam estudos sobre a artista Carrie Mae Weems, em uma perspectiva de valorização de artistas diversos no campo da fotografia.

A segunda parte da oficina foi prática: o público foi convidade a trazer de casa imagens de família, que foram transformadas em negativos para a criação de composições e, assim, de novas imagens. O objetivo dessa prática era utilizar a cianotipia como ferramenta para o compartilhamento de histórias, vivências e para a criação coletiva de novas narrativas, além de estimular laços de amizade entre graduandes de diferentes formações.

Matizes Convida: A beleza dos turbantes e capulanas com a professora Janeide de Sousa Silva

25 de outubro de 2024.

Convidada: Prof. Janeide de Sousa Silva

O Matizes, enquanto projeto formado e desenvolvido por alunes da licenciatura, reconhece a importância de dar voz a educadores. Com a perspectiva de que formar docentes com visões de mundo críticas, multiculturais e antirracistas é fundamental, a professora Janeide, que atua na creche da USP e desenvolve pesquisas nas áreas de cultura africana e afro-brasileira, foi convidada para realizar uma conversa e ministrar uma aula de temática livre.

A convidada preparou uma apresentação sobre a importância de ensinar cultura africana em sala de aula com crianças, trouxe doces típicos de alguns países africanos, compartilhou histórias sobre turbantes e capulanas e, além disso, propôs uma atividade prática na qual os participantes personalizaram seus próprios turbantes.

Oficina de Cianotipia – O que se revela e o que se esconde

18 de outubro de 2024.

A oficina de cianotipia surgiu a partir da apresentação de uma pesquisa que um dos membros do projeto desenvolvia de forma autônoma. A proposta era expandir os conhecimentos de todes, considerando que, embora as disciplinas de fotografia analógica e digital sejam obrigatórias no currículo, a fotografia analógica permanece como uma das mais caras do curso.

Assim, a questão da acessibilidade é algo que, enquanto estudantes, pensamos constantemente. Dessa forma, houve um estudo sobre qual seria a melhor maneira de ministrar a oficina e como o uso de um químico fotossensível poderia ser viável com um número considerável de participantes. O material utilizado foi um químico do próprio departamento, que já estava vencido há muitos anos. Isso afetou diretamente o resultado final das fotografias, que não apresentaram o tom de azul característico da técnica. Ainda assim, o resultado agradou a todes presentes.

Oficina de Reciclagem de Papel

11 de outubro de 2024.

Assim como a oficina de personalização de panos de prato, a oficina de reciclagem de papel surgiu como uma demanda direta des estudantes durante o encontro Matizes Convida.  Apesar de ser um dos materiais mais presentes no cotidiano universitário, o processo de produção e reciclagem do papel ainda era desconhecido por muitos, que expressaram o desejo de experimentar essa técnica, mas não tinham espaço ou tempo para realizá-la em casa. Após diversas reuniões de pesquisa e dias de testes com materiais, o grupo conseguiu viabilizar a oficina na sala da Licenciatura do CAP. A proposta foi pensar a transformação da materialidade como prática artística e ecológica, criando um espaço seguro para a experimentação, o erro e a sujeira.

Oficina de Panos de Prato

25 de setembro de 2024.

A proposta desta oficina surgiu como uma demanda direta des estudantes durante o encontro Matizes Convida, realizado em 12 de setembro. Ao serem perguntados sobre o que gostariam de explorar ao longo do ciclo, uma das sugestões foi a realização de uma oficina de personalização de panos de prato, com o intuito de tensionar os limites entre arte e artesanato.

A atividade foi pensada como espaço de criação e reflexão, buscando questionar as categorias que historicamente têm servido para hierarquizar saberes e práticas, muitas vezes marginalizando expressões populares, domésticas e ancestrais. Cada participante foi convidade a ornamentar seu próprio pano de prato, utilizando técnicas livres e afetivas. Ao final, também foi realizada uma produção coletiva, reforçando o caráter colaborativo e comunitário da oficina. Essa ação reafirmou o compromisso do projeto com práticas artísticas que valorizam o cotidiano, a memória e os saberes compartilhados, promovendo um ambiente de escuta, crítica e criação horizontal.

Matizes Convida:  exposição “Entre a cabeça e a terra: arte têxtil tradicional e africana” na Pinacoteca

14 de setembro de 2024.

Como desdobramento direto do encontro Matizes Convida, foi organizada uma visita coletiva à exposição de arte têxtil na Pinacoteca de São Paulo, com foco especial na produção africana. A proposta foi ampliar o repertório visual e técnico des estudantes, estimulando novas perspectivas sobre o fazer têxtil e suas potências expressivas. A saída também teve como objetivo deslocar o olhar para além dos muros da universidade, promovendo uma experiência em outro espaço institucional de forma coletiva.

A visita dialogou diretamente com os relatos compartilhados no café coletivo, nos quais a costura apareceu como prática profundamente ligada à memória, à família e à ancestralidade. Assim, a atividade se configurou como uma extensão das discussões iniciadas no encontro anterior.

Matizes Convida: saberes têxteis em nossos cotidianos

12 de setembro de 2024.

O 4º ciclo do projeto Matizes teve início com a realização do encontro Matizes Convida: saberes têxteis em nossos cotidianos, pensado como uma ação de acolhimento no retorno às aulas. A proposta foi criar um espaço aconchegante de escuta e troca entre estudantes, por meio de um café coletivo onde alunes puderam apresentar seus trabalhos e compartilhar histórias relacionadas ao universo têxtil, temática que norteia o projeto neste ciclo.

O encontro, que contou majoritariamente com a presença de caloures, revelou demandas importantes por oficinas práticas sobre técnicas artísticas não contempladas no currículo do curso, como produção de papel artesanal e processos fotográficos naturais e alternativos. A partir dessas escutas, foram organizadas oficinas que responderam diretamente aos interesses manifestados, em uma tentativa de fortalecer o vínculo entre o projeto e a comunidade estudantil.

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2024 – 1o. semestre

Oficina de tecelagem – Laboratório do Semestre de 2024

Levando em consideração a pesquisa que o grupo tem elaborado em torno do fazer manual associada as artes têxteis, o Matizes propôs uma oficina de tecelagem no dia 1 de julho na exposição Laboratório do Semestre de 2024, realizada no Espaço das Artes (EdA), na USP. Propusemos no dia da abertura da mostra que os visitantes tivessem uma experiência com a tecelagem, de forma que cada um criasse seu próprio tear e pudesse construir um pedaço de tecido. A oficina se deu bem na entrada da exposição e avaliamos que a ação foi muito positiva, principalmente para difundir o grupo para mais estudantes do departamento.

Fonte: Beatriz Camargo

Uma conversa com Priscila Akimi Hayashi

03 de maio de 2024.

Convidada: Priscila Akimi Hayashi.

Priscila Akimi Hayashi é Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Londrina e graduada em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Londrina. Enquanto graduada em Artes Visuais possui experiência com Arte Educação, mediação cultural e realiza pesquisas voltadas para o processo de criação, a docência e narrativas biográficas. Atualmente é mestranda em Teoria, Ensino e Aprendizagem da Arte pela Escola de Comunicação e Artes da USP com a pesquisa sobre história oral biográfica, a poética e o fazer artesanal.

Fonte: Thiago Correa

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Beatriz Camargo, Sofia Kamamoto e Vinícius Okamura

Projeto Gráfico: Alicia Magalhães

Trabalho Técnicos: Isadora de Andrade, Thiago Correa

Matizes Convida

15 de abril de 2024.

A segunda edição do Matizes Convida surgiu com o intuito de nos aproximarmos des estudantes ingressantes, apresentando o projeto de maneira mais informal e incentivando a entrada de novos membro para construir o ciclo de vivências deste ano, que irá se orientar pelo tema das artes têxteis. Durante nosso lanche coletivo, pudemos trocar vivências sobre o Departamento de Artes Plásticas e nossos trabalhos manuais.

Fonte: Beatriz Camargo

Oficina de Encadernação – Semana de Recepção da ECA

28 de fevereiro de 2024.

Como parte das atividades da Semana de Recepção da ECA e com o intuito de acolher es noves estudantes do Departamento de Artes Plásticas, desenvolvemos uma oficina de encadernação para iniciar o novo ciclo do Matizes em 2024, que será guiado pelo tema das artes têxteis e do fazer manual como base para o fazer artístico. A oficina ocorreu na sala B3 de maneira a apresentar esse importante espaço da Licenciatura em Artes Visuais para es ingressantes.

Fonte: Amanda Ferreira

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Beatriz Camargo e Thiago Correa

Trabalho Técnicos: Alicia Magalhães e Sofia Kamamoto

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2023 – 2o. semestre

Ações da Greve Estudantil pela contratação de professores na USP

Matizes Convida

O Matizes convidou a todes es estudantes para uma roda de conversa e de apresentação do projeto em meio a greve estudantil pela contração de professores e permanência. Escolhemos participar do cronograma de mobilizações do Departamento de Artes Plásticas, tanto por ser um momento em que condições necessárias para os estudantes terem uma educação de qualidade na universidade estavam em pauta, quanto pela relação política que o próprio Matizes tem com as questões de contratação e permanência estudantil. É evidente que a permanência está relacionada com a necessidade objetiva de moradia, transporte e alimentação dos estudantes de baixa renda, mas também possui um aspecto subjetivo, relacionado a currículos excludentes e uma estrutura pedagógica que não consegue dar conta dos novos corpos que ocupam a universidade. Assim, tivemos um encontro de acolhimento e trocas importantes entre o projeto e es estudantes.

Oficina de Cartazes

28 e 30 de agosto de 2023.

O Projeto Matizes convidou es estudantes da Escola de Comunicações e Artes para participarem de uma oficina de confecção de cartazes para o Grande Ato pela Contratação de Professores que ocorreu às 14h do dia 30/08 na frente do Prédio Central da ECA.

O Matizes avaliou que era fundamental somar à luta contra o desmonte do curso de Artes Visuais, que vive um momento crítico com a falta de professores e a sobrecarga de trabalho daqueles que restaram. A previsão é que a situação se agrave ainda mais nos próximos dois anos com as novas aposentadorias. Assim, o Matizes pauta a importância não só da reposição docente para essas 11 disciplinas canceladas, como também pela luta por mais claros para o Bacharelado e Licenciatura. Desmontar a formação de professores é uma medida de sucatear a universidade pública e consequentemente sucatear o Ensino público Básico como um todo e, por isso o projeto lutou por mais contratações imediatas.

Para mais informações sobre as mobilizações, veja @cap_semdesmonte

Fonte: Beatriz Camargo

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2023 – 1o. semestre

Entre o avesso do verso – Oficina de bordado

25 de maio e 01 de junho de 2023.

O Projeto Matizes convidou a todes para a inauguração do seu novo ciclo de 2023. A oficina de bordado “Entre o avesso do verso” foi a primeira proposição artístico-pedagógica organizada pelo grupo neste ano, partindo das reflexões sobre os últimos ciclos do projeto.

A partir das reflexões dos encontros realizados em 2021 e 2022 – e na perspectiva mais abrangente do ensino superior de artes na universidade – o grupo levantou temáticas que atravessaram todas as conversas, oficinas e espaços de troca. Uma dessas temáticas é a ausência de exposição crítica das temáticas étnico-raciais no currículo universitário, uma necessidade de formação geral, mas que quando possível, é realizada através da participação em coletivos, movimentos políticos e instituições culturais, restringindo-se muitas vezes aos pesquisadores negres. Portanto, é com a intenção de dialogar sobre essa questão que a oficina de bordado Entre o avesso do verso se propôs a ouvir a diversidade de caminhos de formação no presente momento na universidade, ao passo de uma atividade poética que materializa encontros e enlaces.

A oficina foi realizada em dois encontros em dois dias distintos. O primeiro, no dia 25 de maio (quinta-feira), e o segundo no dia 1º de junho (quinta-feira), ambos das 10h às 12h30 na sala B3 do Departamento de Artes Visuais da Universidade de São Paulo (CAP-ECA-USP).

Começou-se o primeiro encontro ensinando para os participantes os pontos básicos do bordado, visando dar os meios técnicos para que a proposta da aula seguinte fosse concretizada, bem como firmar laços com os presentes na oficina. Após esse momento prático de conversa e exploração da técnica instaurado pela roda de bordado, fizemos a leitura coletiva do texto “manto de apresentação” de Itamar Vieira Júnior na qual cada pessoa, na roda, lia um trecho do texto. Com essa provocação literária, fizemos o convite para que os participantes retornassem na semana seguinte para continuar a exploração poética na obra do Bispo e a técnica do bordado.

Fonte: Projeto Matizes

No segundo encontro, houve uma a apresentação sobre a vida e a obra de Bispo, fazendo relações desta com o texto apresentado na aula anterior e com a obra de outros artistas que utilizaram o bordado como técnica. Foi-se dado o enfoque à obra de Bispo reconhecida como Manto de Apresentação, na qual o artista construiu para si um manto para representar sua importância não só como Arthur Bispo do Rosário, mas também como Jesus Filho, no dia do Juízo Final. Pelo longo processo de sua construção, o manto carrega entrelaçados fatos, momentos e acontecimentos de diferentes etapas de sua vida. No avesso do manto, Bispo registrou um inventário de pessoas que teria conhecido. A partir dessa inspiração poética dos nomes bordados no manto, a mediação fez um convite aos participantes para que recordassem o significado de seus nomes e os bordassem em um pedaço de tecido. Com isso, construímos um manto coletivo com os nossos nomes, refletindo durante sua construção sobre a ancestralidade e a identidade pessoal de cada um, que está contida primordialmente em seu nome. Ali, criou-se um ambiente de troca e escuta em que cada participante pôde contar um pouco de sua história para o grupo.

Fonte: Projeto Matizes

Pensando nas potencialidades geradas pela oficina, o Matizes propôs também uma ação que aconteceu no dia 3 de julho na exposição Laboratório do Semestre de 2023, realizada no Espaço das Artes (EdA), na USP. Propusemos no dia de abertura da mostra que os visitantes também fizessem o exercício de bordar os próprios nomes, anexando-os, depois, ao manto coletivo iniciado na oficina anterior. Essa foi a primeira vez que a licenciatura apresentou de forma grupal um trabalho em um espaço que é predominantemente ocupado por estudantes do bacharelado. Ficamos posicionados bem na entrada da exposição e avaliamos que a ação foi bastante positiva, inclusive para difundir o grupo para mais estudantes do departamento.

Fonte: Projeto Matizes
Reprodução: Beatriz Camargo

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Beatriz Camargo, Iago Cerqueira, Sofia Kamamoto, Thiago Correa

Projeto Gráfico: Iago Cerqueira e Thiago Correa

Trabalho Técnicos: Camila Vasques e Gabriel Ussami

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2022 – 2o. semestre

Foto: Encontro de confraternização, realizado em 12 de dezembro de 2022. Da esquerda para a direita: Gabriel Ussami, Priscila Leonel, Iago Cerqueira, Thiago Correa e Luiza Latorre. Acervo GMEPAE.

Uma conversa com Chibueze Brito Obi

01 de dezembro de 2022.

Convidado: Chibueze Obi.

Chibueze é artista, pesquisador e designer, mestrando em Poéticas Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP, PPGAV-USP, (2021), especialista em Fundamentos da Cultura e das Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho, UNESP, (2019), e bacharel em Design pela Faculdade Metropolitanas Unidas (2011). Como artista visual, Chibueze desenvolve criações multimateriais, como pintura, escultura, criações digitais e instalações que se relacionam ao estreitamento das raízes e estudos da cultura e arte africana, questões sociais, identidade e ancestralidade. Em sua pesquisa, Chibueze quer investigar, representar e apresentar uma história tão rica, embora distanciada e silenciada. Para ele, principalmente no estudo das artes, esse fazer poético pode anunciar tais conteúdos com um olhar analítico, empático e didático.

Fonte: Projeto Matizes

Coordenação: Sumaya Mattar

Coordenação de Produção: Priscila Leonel

Projeto Gráfico: Luiza Latorre

Mediação: Thiago Correa

Trabalho Técnicos: Camila Vasques, Gabriel Ussami, Iago Cerqueira, Luiza Latorre e Priscila Akimi.

Roda de Conversa Matizes: Encruzilinhas

17 de outubro de 2022.

Ao completar um ano de existência, o Projeto Matizes: diversidades na roda da arte educação, organizado por licenciandes de Artes Visuais, fez um convite para a inauguração do seu novo ciclo, que se deu com a realização da Roda de Conversa: Encruzilinhas, a primeira proposição artístico-pedagógica organizada pelo grupo, cuja criação partiu das reflexões sobre o ciclo de conversas com educadores, artistas e pesquisadores, realizado entre agosto de 2021 e julho de 2022. A mediação propôs que os participantes traçassem o percurso que faziam de suas casas para a universidade num mapa da Grande São Paulo. Esse momento inicial permitiu que o grupo visualizasse os diferentes territórios que cada um habita e circula e os entrelaçamentos com o caminho dos outros. Num segundo momento, iniciou-se a exploração desse mapa com uma discussão aberta sobre as experiências de cada participante nos espaços institucionais de arte na cidade em relação às experiências dentro da universidade. Houve uma conversa sobre como os espaços institucionais de arte e cultura estão predominantemente na região central da capital e como isso dificulta o acesso, principalmente para quem mora e trabalha distante. Também foi abordado sobre como cada um dialoga com as exposições nessas instituições, principalmente com aquelas que trazem eixos temáticos críticos à hegemonia no sistema de arte. Então, a mediação apresentou a trajetória do projeto e como as temáticas levantadas pelos convidados anteriores convergiam em alguns aspectos, principalmente na questão da ausência de formação crítica dentro do curso de artes visuais sobre as questões étnico-raciais no campo das artes, levando os convidados que foram alunos do Departamento de Artes Plásticas da USP a recorrerem a outros espaços culturais para realizar tais investigações. Ao final, a mediação convidou os participantes a retornarem ao mapa inicial para registrarem e indicarem espaços fora da universidade que fizeram ou fazem parte das suas trajetórias artísticas e pelos quais passam no caminho para universidade.

Fonte: Projeto Matizes

Coordenação: Sumaya Mattar

Coordenação de Produção: Priscila Leonel

Projeto Gráfico: Thiago Correa

Mediação: Gabriel Ussami, Iago Cerqueira, Luiza Latorre

Trabalhos Técnicos: Camila Vasques, Gabriel Ussami, Laura Sapucaia, Luiza Latorre, Priscila Akimi, Sofia Kamamoto.

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2022 – 1o. semestre

Ciclo com Priscila Leonel

Argila, ancestralidade e memórias – Oficina de cerâmica

26 de maio de 2022.

Com o intuito de aprofundar os diálogos com educadores, artistas e pesquisadores em torno das temáticas étnico-raciais, das diversidades e interseccionalidades na arte e educação, sob uma perspectiva decolonial, estudantes de licenciatura em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da USP realizaram no dia 26 de maio, quinta-feira, o primeiro encontro presencial do Projeto Matizes: a oficina Argila, ancestralidade e memórias, com Priscila Leonel. A prática deu continuidade ao encontro online do dia 25 de abril, em que conversamos com Priscila a respeito de suas pesquisas sobre museus e cerâmica ancestral, bem como sobre sua atuação como ceramista e docente. A oficina ocorreu no Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo (CAP-ECA/USP), com 15 participantes e duração de 2 horas. A oficina foi gratuita.

A partir da apresentação e do diálogo sobre a proposta, Argila, Ancestralidade e Memórias consiste em uma imersão no processo de modelagem em cerâmica. A atividade foi acompanhada pela artista, que circulou pelo espaço, conversando com cada participante sobre seu processo individual. Ao final do encontro, foi realizado um debate coletivo em torno da produção de todes e de suas relações com a ancestralidade.

Fonte: Projeto Matizes

Uma conversa com Priscila Leonel

25 de abril de 2022.

Convidada: Priscila Leonel.

Priscila Leonel é artista visual. Atua principalmente com argila na construção de pequenos seres – bonecas – de cerâmica. Também realiza performances artísticas e rituais com o barro. É especialista em História e Cultura Afro-Brasileira, mestre em Artes com foco em Mediação Cultural e sua pesquisa de doutorado discutiu “Ancestralidade negra na cerâmica contemporânea”. Desde 2019 atua como docente de Cerâmica, no curso de graduação em Artes Visuais, na UNESP, e é professora de Mediação Cultural, na Escola Técnica Estadual, em São Paulo. Atualmente desenvolve seu pós-doutorado no CAP/ECA/USP a partir de uma “Pedagogia cerâmica decolonial”. Tem seu ateliê “Sexta-Feira”, em Sorocaba SP, onde vive, faz cerâmica e cria mundos.

Veja mais em: https://www.priscilaleonel.com
Instagram: https://www.instagram.com/ateliesexta

Coordenação: Sumaya Mattar

Coordenação de Produção: Leandro de Oliva Costa Penha

Mediação: Laura Sapucaia e Luiza Latorre

Projeto Gráfico: Antônia Perrone e Caio Bonifácio

Trabalhos Técnicos: Camila Vasques, Gabriel Ussami, Guilherme Ferreira, Helena Zilbersztejn, Leticia Santos de Morais, Thais Suguiyama

Visita à exposição “Carolina Maria de Jesus – um Brasil para os brasileiros” com Priscila Leonel

12 de março de 2022.

Com o intuito de aprofundar as relações entre o Matizes e o convidade do semestre, foi feita uma visitação do grupo com Priscila Leonel à exposição Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros, no Instituto Moreira Salles (IMS), com curadoria de Hélio Menezes e Raquel Barreto. A mostra era dedicada à trajetória e à produção literária de Carolina Maria de Jesus e tinha como objetivo apresentar sua produção como escritora e também como compositora, cantora e artista circense. A exposição se propôs a fazer um diálogo do trabalho da autora com obras de 69 artistas visuais brasileiros realizadas entre 1951 e 2021. Priscila convidou o grupo para uma roda inicial de conversa, seguida de uma hora de visita à exposição e, então, uma roda final de troca e reflexão, na qual es estudantes puderam compartilhar de que forma as obras da exposição se relacionavam com sua história de vida.

Fonte: Projeto Matizes

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2021

Uma conversa com Glaucea Helena de Britto

08 de novembro de 2021.

Convidada: Glaucea Helena de Britto.

Glaucea é pesquisadora, mestranda em Artes pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA-USP), Especialista em Gestão Cultural pelo Centro Universitário Senac e Licenciada em Educação Artística pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Possui Certificado em Estudos Afro-Latino-Americanos pela Universidade de Harvard. Foi assistente de coordenação do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil, assistente artístico-pedagógica da Fábrica de Cultura Brasilândia e arte educadora para as relações étnico-raciais da Secretaria Municipal de Educação (SME-SP). Foi coordenadora proponente do projeto “A Journey Through the African Diaspora” (American Alliance of Museums, EMEFM Vereador Antonio Sampaio e Suitland High School). Atuou como pesquisadora no projeto Leituras de Acervo do Museu Afro Brasil. Atualmente é integrante do grupo de pesquisa História(s) da Arte: historiografia e epistemologia – HISTARTHE (PGEHA / MAC-USP), gestora do Terreirão Cultural – Realização de Projetos de Arte, Educação e Cultura, e supervisora de Mediação e Programas Públicos do MASP.

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Antônia Perrone, Guilherme Ferreira de Oliveira e Thais Suguiyama

Projeto Gráfico: Helena Zilbersztejn, Lia Morena Leirias Barbosa Correia Furquim e Mirella Malagrine Basti

Trabalhos Técnicos: Beatriz Camargo Martins, Caio Bonifácio, Camila Vasques da Silva, Gabriel Ussami Gomez, Lais D’Addio S. de Moura, Laura Sapucaia, Leticia Santos de Morais, Luiza Latorre, Mariana Mendonça Meyer

Colaboração: Leandro de Oliva Costa Penha

Uma conversa com Amanda Carneiro

25 de outubro de 2021.

Convidada: Amanda Carneiro.

Curadora assistente de mediação e programas públicos no MASP, já trabalhou como educadora no Museu Afro Brasil, foi gestora de conteúdo e formadora no ÍRÈTÍ – Formação em Cultura Negra para Educadores, fez mestrado em História Social pela USP com a pesquisa “Lute como uma mulher: Josina Machel e o movimento de libertação em Moçambique (1962-1980)” e hoje participa como pesquisadora do projeto “Arte e Descolonização”, parceria do MASP com o Afterall – centro de pesquisa e publicação da University of the Arts de Londres.

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Camila Vasques da Silva e Caio Bonifácio

Projeto Gráfico: Antônia Perrone e Laura Sapucaia

Trabalhos Técnicos: Beatriz Camargo Martins, Gabriel Ussami Gomez, Guilherme Ferreira de Oliveira, Helena Zilbersztejn, Lais D’Addio S. de Moura, Lia Morena Leirias Barbosa Correia Furquim, Luiza Latorre, Mariana Mendonça Meyer, Mirella Malagrine Basti, Thais Suguiyama.

Colaboração: Leandro de Oliva Costa Penha

Uma conversa com Claudinei Roberto da Silva

31 de agosto de 2021.

Convidado: Claudinei Roberto da Silva.

Artista, educador e curador, Claudinei é formado pelo departamento de Artes Plásticas da USP, realizou a curadoria de diversas exposições como ‘O Amor, o Banzo e a Cozinha lá de casa’, de Sidney Amaral, no Museu Afro Brasil, e a ‘PretAtitude – Insurgências, emergências e afirmações na arte afro brasileira contemporânea’, para o Sesc SP. Além disso, coordenou o setor educativo de diversos museus e projetos.

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Helena Castelo Zilbersztejn, Luiza Couceiro Latorre

Projeto Gráfico: Antônia Midena Perrone, Gabriel Ussami Gomez, Lia Morena Leirias Barbosa Correia Furquim, Mirella Malagrine Basti

Trabalhos Técnicos: Camila Vasques da Silva, Estefano Fideles da Rocha, Guilherme Ferreira de Oliveira, Lais D’Addio S. de Moura, Mariana Mendonça Meyer, Thais Suguiyama

Colaboração: Leandro de Oliva Costa Penha

Uma conversa com Marcelo D’Salete

05 de julho de 2021.

Convidado: Marcelo D´Salete.

Ilustrador, autor de histórias em quadrinhos e educador. É graduado e mestre em artes visuais pela Universidade de São Paulo. Sua produção conta com títulos como: Noite Luz, do ano de 2008, Cumbe, publicada em 2014, Encruzilhada, relançada em 2016, e Angola Janga que saiu em 2018. As suas temáticas conversam entre si, trazendo aspectos históricos e sociais, principalmente da população negra no Brasil. Em sua trajetória recebeu e foi indicado a vários prêmios, como o Jabuti, HQ mix e o Eisner Award por exemplo, também participou de exposições nacional e internacionalmente, assim como suas obras foram traduzidas para diversos idiomas, sendo que sua produção Cumbe foi selecionada pelo PNLD de 2019 e é recomendada como material didático nas escolas em Portugal, frisando também como sua jornada artística caminha juntamente com sua atuação na educação.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Marcelo D´Salete: https://www.dsalete.art.br/index.html

Coordenação: Sumaya Mattar

Mediação: Estefano Fideles da Rocha e Mirella Malagrine Basti

Projeto Gráfico: Antônia Midena Perrone, Gabriel Ussami Gomez, Helena Castelo Zilbersztejn, Larissa da Cruz Varizi, Lia Morena Leirias Barbosa Correia Furquim e Luiza Couceiro Latorre

Trabalhos Técnicos: Camila Vasques da Silva, Guilherme Ferreira de Oliveira, Lais D’Addio S. de Moura, Mariana Mendonça Meyer, Terenah Penhas de Lima Stefani, Thais Yukari Suguiyama e Thiago de Jesus Correa

Colaboração: Leandro de Oliva Costa Penha